{"id":88,"date":"2021-04-28T18:15:12","date_gmt":"2021-04-28T21:15:12","guid":{"rendered":"https:\/\/suyandemattos.com\/?page_id=88"},"modified":"2021-04-28T19:18:00","modified_gmt":"2021-04-28T22:18:00","slug":"a-mulher-forte-arrancou-a-dor-e-a-aprisionou-numa-caixa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/suyandemattos.com\/","title":{"rendered":"A Mulher Forte Arrancou a Dor e a Aprisionou Numa Caixa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>(Sob a Alega\u00e7\u00e3o que Ela Representa o Passado)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Observe, releia esse t\u00edtulo. A exposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 ali se antecipa, situando a hist\u00f3ria pessoal e certa justificativa tamb\u00e9m na apresenta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria artista, de sua realidade de vida. Trata-se de relato pessoal, feminino, tomado como assunto, e devo lembrar que nosso olhar (n\u00e3o apenas o meu) segue norteado por uma l\u00f3gica heteronormativa, a qual damos por \u00f3bvia, gra\u00e7as \u00e0 preval\u00eancia do modelo social em que nos inserimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ent\u00e3o, do princ\u00edpio, esta \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o individual de arte criada ao longo de uma vida e produzida na \u00e9poca pand\u00eamica ocorrida no in\u00edcio do segundo dec\u00eanio do vig\u00e9simo primeiro s\u00e9culo da era crist\u00e3 ocidental. Conceitos como corpo, dor e intimidade n\u00e3o podem mais ser generalizados dicionaristicamente, como antes o far\u00edamos, pois algo em n\u00f3s mudou. Da mesma forma tecido, linha, agulha e pr\u00f3teses, patu\u00e1s e mem\u00f3rias foram acrescidos de uma l\u00f3gica a ser revista. N\u00e3o \u00e0 toa os bordados retornam subitamente como mat\u00e9ria da lida art\u00edstica mundo afora, neste instante, tomados indistintamente por homens e mulheres como ferramentas urgentes. Por que tantos e tantas artistas est\u00e3o bordando neste momento?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">At\u00e9 aqui ainda n\u00e3o me refiro nominalmente a ela, a artista, autora, assunto, pessoa sujeita, emprestada como coisa oferecida ao escrut\u00ednio, considerando que qualquer acesso a este texto j\u00e1 est\u00e1 fatalmente circundado por sua nomea\u00e7\u00e3o. Ou seja, voc\u00ea pessoa leitora, ausente ou fisicamente presente na sala, no s\u00edtio, na esfera em que esta exposi\u00e7\u00e3o se organiza, j\u00e1 o sabe. J\u00e1 conhece a quem me refiro, j\u00e1 leu seu nome aqui, ao redor. Ent\u00e3o escolho mant\u00ea-lo em sil\u00eancio, para que se verifique a possibilidade de extrapolarmos de uma circunst\u00e2ncia \u00edntima alguma generalidade que nos inclua. Quando isso seria poss\u00edvel, me questiono. Em que circunst\u00e2ncia se extrapola da personagem uma identidade em comum? Reservo, tamb\u00e9m isto, para mais tarde responder.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A cada palavra aqui escrita esbarro no problema de g\u00eanero e retorno tentando permanecer no feminino ou neutro, dando-me conta de quanto de masculino h\u00e1 na linguagem, no idioma, na express\u00e3o, no fraseado, no pr\u00f3prio pensamento. Sou obrigado a pensar como uma \u00fanica palavra constru\u00edda na preval\u00eancia masculina pode ofender a ideia de uma poss\u00edvel universalidade intima e pessoal. Com quantas palavras substantivas poderei contar nesta miss\u00e3o de resgatar da l\u00edngua uma l\u00edngua?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ela, essa espec\u00edfica mulher, tem aqui reconstru\u00edda sua corp\u00f3rea ess\u00eancia imag\u00e9tica fidedignamente resgatada, duplicada na forma de telas quadradas e ovaladas, flanelas soltas, trouxas, bolsinhas contra mandingas e uma cama para pequena criatura. Aos poucos consigo pensar estritamente em palavras femininas, mas me esfor\u00e7o para conseguir. No entanto, ao exercit\u00e1-la, essa alternativa me regula, encaminha possibilidades e sugere uma poss\u00edvel persist\u00eancia. Simultaneamente me alerta para o fato mais simples: este texto deveria estar sendo pensado por uma mulher e, n\u00e3o o sendo, jamais conseguir\u00e1 alcan\u00e7\u00e1-la&#8230; Ent\u00e3o escolho reduzir o passo, desacelerar os impulsos e colocar-me ao seu lado, com mais cuidado, prometendo tentar uma aproxima\u00e7\u00e3o. Afinal, me coube construir esta curadoria e, portanto, suponho que minha leitura, mesmo que contaminada, possa contemplar o devido respeito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Consegui fazer poucas anota\u00e7\u00f5es no r\u00e1pido processo de constru\u00e7\u00e3o deste projeto, e o acompanhamento anterior do trabalho da artista muito me auxiliou. Mas, na pr\u00e1tica, trata-se de uma s\u00e9rie com hist\u00f3rico pr\u00f3prio. Pois ent\u00e3o, fazendo tais anota\u00e7\u00f5es, primeiro me ocorrem as amarra\u00e7\u00f5es. Os trabalhos estavam guardados em caixas de papel\u00e3o, reunidos por s\u00e9ries, muitas vezes enrolados, como quando se organizam as malas para uma viagem e algumas pe\u00e7as v\u00e3o sendo acomodadas para ocupar cada pequeno espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Pois assim s\u00e3o os pacotes da artista, preparando a remessa para a galeria, ainda que isso se d\u00ea de forma natural, como uma cesta de piquenique arrumada \u00e0s pressas. Diversas vezes, na montagem, descobri que havia ainda algo mais a ser desenrolado no trabalho, mais uma casca, mais uma camada. De tal forma as trouxas se guardavam dentro de saquinhos, que por sua vez estavam em outras embalagens, que me peguei perdido. Exigiam uma forma de penetra\u00e7\u00e3o, algo que havia de ser perpetrado. Ir mais longe, dentro. Foi assim que o pequeno acervo revelou-se ampli\u00e1vel, inesgot\u00e1vel, clamando por espa\u00e7o e disposto a ocupar mais lugares, como agora se encontra, nesta galeria. Imagine ent\u00e3o que a montagem refere-se a uma apari\u00e7\u00e3o, uma retirada de dentro para fora, descascada, descamada, como corpo que ultrapassa o campo cir\u00fargico. O que chegou \u00e0 galeria poderia confundir-se com o mundo e, no entanto, distingue-se como forma de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Seguem as amarra\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de um bordado simultaneamente econ\u00f4mico e quase ocasional, como que feito \u00e0s pressas, em que sempre sobram fiapos e linhas de cozer. Algo que se faz escondido, correndo, enquanto ainda h\u00e1 tempo, como se a urg\u00eancia denotasse uma amea\u00e7a, um perigo em deixar provas que possam ser resgatadas e compreendidas. Ou me engano e as linhas desenham veias, art\u00e9rias e sangue derramado? Mas ent\u00e3o o bordado n\u00e3o serve mais para ornar a vestimenta e torna-se relato do corpo que ali se guarda, o corpo preservado e vestido. Camadas como dermes e camadas epidermes. V\u00e9us e cicatrizes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Observo a quest\u00e3o do desenho, dos contornos e miolos preenchidos e as anota\u00e7\u00f5es insistentes de letras e n\u00fameros, caligrafia veloz, hier\u00f3glifos repetidos. As tramas dos tecidos simples servem de mat\u00e9ria, sugerindo acontecimentos t\u00f3picos, dermatites e peles ora aveludadas, ora enrugadas. E esquemas org\u00e2nicos, procedimentos ilustrados em sua sequ\u00eancia, como conjuntos de exames, de radiografias, registrando etapas. H\u00e1 um hist\u00f3rico de acontecimentos que precisou ser registrado. Foi assim, aconteceu comigo, esta aqui sou eu, est\u00e3o a dizer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Separei, propositadamente, os conjuntos de obras similares, as pequenas s\u00e9ries, para que pudessem ser comparados em sua amplitude. Quinze telas registram repetidas vezes a mesma situa\u00e7\u00e3o. Tr\u00eas corpos, tr\u00eas pessoas, uma mesma pessoa tr\u00eas vezes, tr\u00eas bonecas vestidas exibem suas cicatrizes. Os modelos apontam para um l\u00e9xico de moda feminina, algo de que o estilista mineiro Ronaldo Fraga muito se agradaria. S\u00e3o vestidinhos esquem\u00e1ticos, variados, nunca o mesmo, jamais capazes de esconder a nudez e o hist\u00f3rico das personagens. Reportam um tempo infinito, uma dura\u00e7\u00e3o eterna, quinze meses ou quinze s\u00e9culos ininterruptos, quarenta e cinco tempos, o inc\u00f4modo de paciente submetida \u00e0s manipula\u00e7\u00f5es constantes da enfermagem, que despe, vira, lava e veste, continuamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">No outro lado da galeria, na parede em frente, telas como bastidores ovais parecem escotilhas de um mar interno, como uma gosma de l\u00edquens e corais encrustados, na verdade rendas e moldes de ouvido, tamp\u00f5es, pe\u00e7as de isolamento ac\u00fastico, buchas para nada ouvir, isolando-a do mundo. Fazem pensar, afinal, o que fizeram com ela? Ouso exclamar, meu Deus, o que fizeram com essa mulher, por que fizeram isso com ela? Talvez se explique assim tantas mandingas, tantos patu\u00e1s, como pedidos de prote\u00e7\u00e3o, ora\u00e7\u00f5es e promessas. De quantos sofrimentos se faz algu\u00e9m?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Pois a mulher forte arrancou sua dor, a aprisionou numa caixa e alegou a supera\u00e7\u00e3o de um passado. N\u00e3o apenas uma exposi\u00e7\u00e3o de pinturas-bordados-desenhados, mas o relato do percurso \u00e9pico em que o her\u00f3i de tantos enfrentamentos \u00e9 na verdade uma hero\u00edna. N\u00e3o Alice acidentada em um lugar descabido, cheio de truques e pequenas amea\u00e7as, introjetada em sonho no fundo de um po\u00e7o. N\u00e3o uma sereia encantadora, cantante, amea\u00e7ando marinheiros, ou uma bruxa como Circe em sua ilha, transformando homens em porcos. N\u00e3o uma mulher servindo ao hero\u00edsmo de um homem. Uma mulher apenas, independente do mundo e submetida ao seu pr\u00f3prio corpo, escrevendo seu relato de supera\u00e7\u00e3o. &nbsp;\u00c9 na \u00e9pica que extrapola a personagem que encontraremos um relato para nossa identidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em sua prof\u00edcua produ\u00e7\u00e3o quase insana, inesgot\u00e1vel, Suyan de Mattos, afinal digo seu nome, preparou simultaneamente tr\u00eas exposi\u00e7\u00f5es distintas, que a partir de agora poderemos acompanhar na cidade. Na forma, naturalmente instintiva, como os eventos se organizaram e ser\u00e3o mostrados, surge a possibilidade de aproximar-se de seu mundo. Primeiro esta, em que se relata o hero\u00edsmo de sua supera\u00e7\u00e3o f\u00edsica; depois outra, em que a veremos, espelhadas em bordados, as aquarelas de Gisel Cariconde, prevista para o m\u00eas de julho deste ano de 2021 na Refer\u00eancia Galeria; e ainda outra, para o ateli\u00ea de Val\u00e9ria Pena-Costa, em que se dedica a folhear os l\u00e1bios belicosos de sua Jupira. Ou seja, a reconstru\u00e7\u00e3o do corpo feminino, o espelhamento da identidade feminina compartilhada e a mulher-vulva como mito de poder. Uma trilogia da mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Por fim, quero me referir ao c\u00e9rebro da artista, que se oferece como uma pequena trouxa amarradinha, pouco suturada, inst\u00e1vel e gotejante, feito de pano de ch\u00e3o, saco de aniagem mais comum que se compra nas ruas, serapilheira de uso dom\u00e9stico. Em certo momento a m\u00e3e chega de visita, levando tais sacos para a filha, apenas sacos para a faxina da casa, algo \u00fatil, que sirva para limpar. E de dentro da filha salta a artista que exclama \u2013 Quero. Vou bordar. \u00c9 esse \u00edmpeto que devemos observar. A capacidade infinita de se reencontrar nas coisas comuns como ato de m\u00e1ximo hero\u00edsmo. Eu posso, tudo eu transformo. Eis a minha hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ao tratar do her\u00f3i, em esse of\u00edcio do verso, o escritor argentino Jorge Luis Borges nos diz assim:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201d&#8230; existe algo com a hist\u00f3ria, com a narrativa, que sempre estar\u00e1 presente. N\u00e3o creio que um dia os homens se cansar\u00e3o de contar ou ouvir hist\u00f3rias. E se, junto com o prazer de nos ser contada uma hist\u00f3ria, tivermos o prazer adicional da dignidade do verso, ent\u00e3o algo grandioso ter\u00e1 acontecido. Talvez eu seja um homem antiquado do s\u00e9culo XX, mas tenho otimismo, tenho esperan\u00e7a; e como o futuro comporta v\u00e1rias coisas \u2013 como o futuro comporta, talvez, todas as coisas \u2013, acho que a \u00e9pica voltar\u00e1 para n\u00f3s. Creio que o poeta haver\u00e1 de ser outra vez um fazedor. Quero dizer, contar\u00e1 uma hist\u00f3ria e tamb\u00e9m a cantar\u00e1. E n\u00e3o consideraremos diversas essas duas coisas&#8230;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ralph Gehre, abril de 2021<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Sob a Alega\u00e7\u00e3o que Ela Representa o Passado) Observe, releia esse t\u00edtulo. 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